PELE


PELE


A pele é o órgão que reveste a superfície corporal. Consiste em uma cobertura superficial de tecido epitelial fixada a uma membrana basal, de uma camada de tecido conjuntivo denso contendo as estruturas especiais da pele, e de uma camada de tecido adiposo subcutâneo que liga a derme as estruturas subjacentes. As funções da pele e de suas estruturas anexas envolvem proteção, sensação, termorregulação e secreção.
Ela protege os tecidos internos das influências ambientais como ondas luminosas, térmicas, microorganismos e agentes químicos, além de inibir a perda excessiva de água e eletrólitos. Contém os receptores sensitivos para as quatro sensações básicas, dor, tato, temperatura e pressão. Quando o corpo necessita dissipar calor, os vasos sanguíneos da pele dilatam-se permitindo que maior quantidade de sangue chegue à superfície resultando na perda de calor. O suor secretado pelas glândulas sudoríparas também provoca a diminuição da temperatura corporal, pois o calor é utilizado para evaporar a água. As glândulas sebáceas secretam sebo que possuem propriedades antifúngicas, antibacterianas e de manutenção da textura da pele.

Ø Camadas da Pele

Ø Epiderme – parte mais superficial da pele, consiste de tecido epitelial, não vascularizado, com cinco camadas distintas de células que se apóiam sobre uma membrana basal e fina. Da superfície para a profundidade, as camadas da epiderme são: Ø Camada Córnea – Constiruída de células mortas, com forma achatada à semelhança de escamas, preenchidas por uma proteína chamada queratina. Descama-se continuamente, demandando substituição. Sua espessura depende do nível de estímulo da superfície pela erosão e suporte de peso, daí as palmas das mãos e solas dos pés serem espessas. Ø Camada lúcida – se dispõe imediatamente abaixo da camada córnea, consiste de uma a cinco camadas de células transparentes, achatadas, anucleadas, em degeneração ou mortas. Ø Camada granulosa – formada por duas ou três camadas de células achatadas, com núcleos densos, contendo grânulos de uma substância que transforma-se em queratina nas camadas mais superficiais. Ø Camada espinhosa – compõe-se de várias camadas de células irregulares com núcleo denso, de formato semelhante a uma estrela. Ø Camada basal ou germinativa – é a camada mais profunda e mais importante da epiderme, apóia-se sobre a membrana basal. Suas células cubóides dividem-se por mitose, originando todas as outras camadas da epiderme, para compensar a perda continua de células mortas pela camada superficial.

Contem ainda os melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, o principal pigmento da pele. A melanina é transferida para as células epiteliais circujacentes por prolongamentos dos melanócitos. Uma variação no conteúdo desse pigmento é o principal fator de diferença de cor entre as raças. A pele muito pigmentada contém melanócitos mais ativos do que as menos pigmentadas e não necessariamente mais melanócitos. O principal fator que estimula a atividade dos melanócitos, aumentando a pigmentação, é o sol. Ø Derme – é chamada de pele verdadeira, se dispõe imediatamente abaixo da membrana basal da epiderme. Consiste de tecido conjuntivo com fibras colágenas e elásticas, contendo vasos sanguíneos e linfáticos, nervos, folículos pilosos e glândulas sebáceas e sudoríparas. O tecido conjuntivo da derme possui diversos tipos de células: fibroblastos, que sintetizam o colágeno e elastina; células de defesa como mastócitos, plasmócitos, histiócitos ou macrófagos e leucócitos polimorfonucleares, além de células adiposas. Ø Tecido subcutâneo – também conhecido como fáscia superficial, constitui-se de uma camada de tecido adiposo que liga a derme às estruturas subjacentes. As artérias que suprem a pele formam uma rede no tecido subcutâneo cujos ramos suprem as glândulas sudoríparas, os folículos pilosos e a gordura. Os vasos linfáticos da pele formam dois plexos que se comunicam entre si e com os do tecido subcutâneo.
Ø Anexos da pele.
Unhas – estruturas achatadas, elásticas, de textura córnea, composta de queratina dura, que crescem cerca de 1mm por semana graças à proliferação de células do estrato germinativo de sua raiz.

Pelos – ocorrem em quase toda a superfície corporal, nascem nos folículos pilosos, estruturas longas com base em forma de bulbo localizadas na derme, emergem formando um ângulo de 60 graus com a pele. A porção visível do pelo é a haste. Suas células produzem queratina. Existem feixes de fibras musculares lisas que se ligam ao folículo, cuja contratação provoca o eriçamento dos pelos, são os músculos eretores dos pelos. O crescimento do pelo é semelhante ao da epiderme, onde as camadas mais profundas de células produzem as novas células que migram em direção à superfície, são preenchidas por queratina e formam a camada córnea da haste.

Glândulas sebáceas – são glândulas arredondadas que se agrupam como uvas num cacho. Localizam-se na saída do folículo piloso e produzem o sebo, substância gordurosa que lubrifica a superfície protegendo-a do ressecamento e da ação de bactérias e fungos. Quando o sebo secretado é excessivo obstrui a saída do folículo piloso, podendo provocar acne. O controle da secreção sebácea é realizado pelo sistema endócrino, aumentando na puberdade, na fase final da gravidez e diminuindo com a idade.

Glândulas sudoríparas – são glândulas tubulares espiraladas de dois tipos: ecrinas e apocrinas. Os duetos das glândulas ecrinas se abrem diretamente na pele. Elas secretam o suor em resposta a temperaturas elevadas. São encontradas em todas as partes do corpo, exceto nos lábios e na glande do pênis, mas são mais numerosas nas palmas das mãos e plantas dos pés.
As glândulas apocrinas se abrem nos folículos pilosos, são encontradas nas axilas, região anogenital, cicatriz umbilical e papilas mamárias, secretam um líquido viscoso e edonfero, respondendo ao estímulo emocional.

Ø Inervação da pele

A inervação da pele envolve terminações livres e encapsuladas
formando uma rede de receptores especializados em receber estímulos exteriores, decodifica-los e transferi-los ao sistema nervoso central por meio dos nervos sensitivos para que sejam interpretados e se traduzam em algum tipo de sensibilidade.
Os receptores livres ocorrem em toda a pele, emergindo da derme
e ramificando-se entre as células da epiderme, são responsáveis pelo tato e sensibilidade térmica e dolorosa. Os meniscos tácteis de Merkel que aparecem enrolados na base dos folículos pilosos são exemplo de receptores livres.
Os receptores encapsulados são extremidades de fibras nervosas muito ramificadas, envoltas numa cápsula conjuntiva. Os mais importantes são:
Corpúsculos de Meissner
– localizam-se na pele espessa das mãos e pés, são receptores de tato e pressão.
Corpúsculos de Ruffini
– ocorrem na pele espessa de mãos e pés e na pele pilosa do resto do corpo. São receptores de tato e pressão.
Corpúsculos lamelados de Paccini – são encontrados no tecido subcutâneo das palmas das mãos e plantas dos pés, membranas interósseas dos membros e articulações, e periósteo. São responsáveis pela sensibilidade vibratória.
Outros receptores encapsulados são os fuso neuromuscular e órgãos tendinosos de golgi que se encontram descritos na parte sobre aparelho locomotor.

SISTEMA TEGUMENTAR - TEGUMENTO COMUM


Quando dois ou mais tecidos permanecem juntos, como na formação das membranas mucosas e serosas, forma-se um órgão. Outra combinação de tecidos e que constitui um órgão simples, é a pele.

Embora a pele não seja considerada como um órgão, ela é, na verdade, um dos maiores órgãos do corpo humano em termos de superfície e peso.

A pele e suas estruturas acessórias œ pêlos, unhas e glândulas - formam o tegumento comum.

A pele forma o revestimento externo completo do corpo. Ela é contínua com as mucosas que revestem os sistemas respiratório, digestório, urogenital e suas aberturas exteriores (boca, nariz, ânus, uretra
e vagina), mas difere estruturalmente delas.

A pele é SISTEMA TEGUMENTAR composta de duas camadas principais: 1) a camada superficial de células epiteliais intimamente unidas, a epiderme, e

2) a camada mais profunda, de tecido conjuntivo denso irregular, a derme.

A derme está conectada com a fáscia dos músculos subjacentes, por uma camada de tecido conjuntivo frouxo chamada hipoderme. A hipoderme conecta frouxamente a pele à fáscia dos músculos subjacentes, o que permite aos músculos contrair-se sem repuxar
a pele.

Em muitas áreas deposita-se gordura no tecido conjuntivo frouxo, formando assim o tecido adiposo.

Epiderme


A epiderme é geralmente muito delgada, menos de 0,12 mm na maior parte do corpo, mas é consideravelmente espessa em áreas sujeitas a constante pressão ou fricção, tais como as solas dos pés e as palmas das mãos. A pressão continuada num dado local causa o
espessamento da epiderme em calos.

Camadas da epiderme


Quando a epiderme é espessa é possível identificar quatro camadas ou estratos. A camada mais interna é a camada germinativa. Está é seguida pela camada granulosa, pela camada transparente (lúcida) e pela camada córnea (a mais externa).

A camada germinativa é a camada mais profunda da epiderme. Ela jaz diretamente sobre a derme. Como o nome indica, é nesta camada que ocorre mitose, fornecendo células para substituir aquelas que são perdidas na camada mais superficial da epiderme.

A maioria das mitoses ocorre nesta camada, que é freqüentemente referida como camada basal. As células da camada germinativa estão unidas entre si por desmossomos.

As células da camada granulosa são achatadas e estão arranjadas em cerca de três planos de células, superficialmente ao estrato germinativo.

Esta camada tem seu nome derivado da presença de grânulos de querato-hialina no citoplasma de suas células. medida que os grânulos aumentam de tamanho, o núcleo se desintegra, daí resultando a morte das células mais externas da camada granulosa.

A camada transparente ou lúcida é uma clara banda superficial à camada granulosa. Consiste de várias camadas de células achatadas e intimamente ligadas umas às outras.

Está é transformada em queratina assim que as células da camada transparente tornam-se parte da camada córnea, a mais externa. A camada transparente é mais proeminente em áreas de pele espessa, e falta em outros locais.

A camada córnea é a mais superficial da epiderme. É formada de vários planos de células achatadas, intimamente ligadas e mortas.

Desde que seu citoplasma tenha sido substituído por uma proteína fibrosa chamada queratina, estas células mortas são referidas como corneificadas.

As células corneificadas formam uma cobertura ao redor de toda a superfície do corpo e não só protegem o corpo contra invasão por substâncias do meio externo, como também ajudam a restringir a perda de água do corpo.

As células mais superficiais da camada córnea são constantemente perdidas como resultado da abrasão - por exemplo, pelo atrito com a roupa. Sendo, no entanto, substituídas por células provenientes das camadas mais profundas da epiderme.

Nutrição da pele

Como é típico em todos os epitélios, não há vasos sangüíneos na epiderme, embora a derme subjacente seja bem vascularizada.

Como resultado, o único meio pelo qual as células da epiderme podem obter alimento é através da difusão dos leitos capilares da derme. Este método é suficiente para as células mais próximas da derme, mas à medida que as células se dividem e são empurradas para a superfície do corpo, elas morrem.

Seu citoplasma é gradualmente substituído por queratina, formando assim a estrutura das camadas mais externas da epiderme.

Cor da pele

A cor da pele é determinada principalmente pela presença e distribuição de um pigmento escuro chamado melanina. A melanina é produzida por células chamadas melanócitos, que migram na epiderme e transferem o pigmento às células da camada germinativa.

Não há grande diferença no número de melanócitos encontrados na pele de várias raças humanas. As diferenças na cor da pela são devidas principalmente à quantidade de melanina produzida pelas células e sua distribuição.

As pessoas de pele escura apresentam grande quantidade de melanina em todas as camadas da epiderme, diferentemente das pessoas de pele clara. Estas apresentam pouca melanina distribuída nas camadas, com exceção dos mamilos.

A presença do pigmento amarelo caroteno nas camadas da epiderme, em combinação com a melanina, produz o matiz amarelado típico do povo oriental.

Derme

Abaixo da camada germinativa da epiderme está a camada de tecido conjuntivo fibroso irregular chamada derme. A derme contém algumas fibras elásticas e reticulares, bem como muitas fibras colágenas, e é bem suprida por vasos sangüíneos, vasos linfáticos
e nervos.

A derme também contém glândulas especializadas e órgãos dos sentidos. A espessura da derme varia em diferentes locais, mas em média é de cerca de 2 mm. É composta de duas camadas indistintamente separadas: camada papilar e camada reticular.

A parte mais externa da camada papilar está intimamente acoplada ao estrato basal da camada germinativa. Essa camada tem esse nome por causa de suas numerosas papilas que se projetam na região epidérmica.
Na palma da mão e na planta dos pés, estas papilas estão dispostas em sulcos paralelos e encurvados, o que obriga ao aparecimento na epiderme suprajacente das características impressões digitais, palmares e plantares.

A profunda camada reticular da derme consiste de feixes densos de fibras colágenas orientadas em várias direções, assim formando um retículo. As fibras são contínuas com as da hipoderme.

Hipoderme

A hipoderme (hipo = abaixo de) não é parte da pele, mas é importante porque fixa a pele nas estruturas subjacentes. Este tecido é também referido como subcutâneo ou fáscia superficial.

A hipoderme é formada por tecido conjuntivo frouxo, freqüentemente tendo células adiposas depositadas entre as fibras.

Em algumas regiões como nas nádegas e no abdome, o acúmulo de gordura no tecido subcutâneo pode ser muito amplo. A hipoderme é bem suprida de vasos sangüíneos e terminações nervosas.

Glândulas da pele

Dois tipos de glândulas têm uma ampla distribuição da pele: as glândulas sudoríferas e as glândulas sebáceas. Alem disso, há glândulas especializadas como as glândulas ceruminosas (de cera) do meato acústico externo, as glândulas ciliares e as tarsais das pálpebras; e as glândulas mamárias.


Glândulas sudoríparas

As glândulas sudoríparas estão distribuídas na maior parte da superfície do corpo. Apenas em poucos lugares, como nos lábios, mamilos e porções da pele dos órgãos genitais, elas estão ausentes.

As glândulas sudoríparas típicas œ écrinas œ são glândulas merócrinas, cada uma com a forma de um túbulo simples que se torna espiralado dentro da derme.


A estimulação de nervos simpáticos que se dirigem a essas glândulas forçam-nas a secretar uma solução aquosa de cloreto de sódio, com traços de uréia, sulfatos e fosfatos.

A quantidade de suor secretado depende de vários fatores como a temperatura e umidade do meio, a quantidade de atividade muscular e várias condições que causam fadiga.

As glândulas sudoríferas localizadas na axila, ao redor do ânus, no escroto e nos lábios maiores do genital feminino externos são usualmente grandes e se estendem até dentro do tecido subcutâneo.

As glândulas nesses locais freqüentemente secretam num folículo piloso e não diretamente na superfície da pele. Essas glândulas são apócrinas, isto é, parte do citoplasma das células secretoras está incluído na secreção, que é mais espessa e mais complexa que o suor verdadeiro.

Nas mulheres essas glândulas periodicamente tornam-se aumentadas e hiperativas, em conjunção com o ciclo menstrual. As glândulas ceruminosas, que produzem —cera (cerume) no meato acústico externo, também são glândulas apócrinas que são consideradas glândulas sudoríferas modificadas.


Glândulas sebáceas


A maioria das glândulas sebáceas desenvolve- se a partir dos folículos pilosos, e neles eliminam suas secreções. Sua secreção (sebo) é uma substância oleosa que é rica em lipídeos. Ela corre ao longo da haste do pêlo até a superfície da pele.

O sebo não somente lubrifica a pele e os pêlos, prevenindo-os do ressecamento, mas também contém substâncias que são tóxicas para certas bactérias.
As glândulas sebáceas, que são reconhecidamente estimuladas pela presença de hormônios sexuais (especialmente testosterona) são particularmente ativas durante a adolescência.


Na maioria das regiões do corpo sem pêlos, como a palma da mão e planta dos pés não tem glândulas sebáceas. Entretanto, em algumas regiões onde faltam pêlos, como os lábios, a glande do pênis e os lábios menores há glândulas sebáceas. Nestas regiões, as glândulas liberam secreções diretamente na superfície da epiderme.

Embora o pêlo seja mais notável na cabeça e nas regiões axilares e púbicas, ele também está presente œ muito menos evidente œ na maior parte do corpo.

As únicas áreas da pele sem pêlos são os lábios, as palmas das mãos, as plantas dos pés, os mamilos e partes dos genitais externos.

O pêlo cresce como resultado da atividade mitótica de células epidérmicas na base do folículo piloso. Os folículos se estendem desde a epiderme até o interior da derme.

A camada mais externa do folículo, a bainha radicular externa é uma invaginação da epiderme. Desde a base do folículo até o nível das glândulas sebáceas, os folículos são revestidos pela bainha radicular interna, formada de várias camadas de células queratinizadas.

Envolvendo o folículo, existe uma camada de tecido conjuntivo, a mais externa, que se desenvolve a partir da derme. Uma porção da derme projeta-se do fundo de cada folículo formando a papila do pêlo.

As papilas contêm capilares sangüíneos, que nutrem as células foliculares situadas em sua volta e permitem que elas continuem a se dividir por mitose.

Cada pêlo é essencialmente uma coluna de células queratinizadas. As células mitoticamente ativas que recobrem a papila constituem a matriz do pêlo.


A parte do pêlo que se situa logo acima da matriz é a sua raiz. A haste se desenvolve a partir de células da matriz e a ponta livre da haste se estende para além da superfície da pele.

A medula do pêlo, o núcleo central da haste do pêlo, consiste de células corneificadas frouxamente dispostas com espaços aéreos entre elas. O córtex do pêlo que envolve a medula, é formado de células queratinizadas fortemente comprimidas.

Embora haja consideráveis variações na cor dos pêlos, somente três pigmentos estão presentes: preto (melanina), castanho e amarelo. Combinações desses três pigmentos produzem as diferentes cores dos pêlos.

Os folículos pilosos estão geralmente em ângulo oblíquo com relação à superfície da pele, como também os próprios pêlos. Com disposição diagonal desde o tecido conjuntivo que envolve cada folículo até a camada papilar da derme, encontra-se o músculo liso: músculo eretor dos pêlos.

A contração desse músculo puxa o folículo e causa o levantamento do pêlo, isto é, deixa-o perpendicular à superfície da pele.


Unhas




Nas superfícies dorsais das falanges distais dos dedos das mãos e dos pés, os folhetos epidérmicos mais externos (a camada córnea e a camada transparente) são intensamente corneificadas formando as unhas.

O leito da unha em cima do qual a unha se encontra, é formado pela camada germinativa. A região espessa da camada germinativa é chamada matriz da unha.

É nessa matriz que ocorrem as mitoses, empurrando para frente as células previamente formadas que se corneificaram, e assim causa o crescimento da unha.

Na extremidade proximal da unha uma estreita prega da epiderme se estende sobre a superfície lisa, formando o eponíquio (cutícula).

Abaixo da ponta livre da unha a camada córnea é espessa e é chamada hiponíquio. As unhas geralmente têm uma coloração rosada por causa da rede capilar que existe abaixo dela.

Funções do tegumento comum

Proteção

A pele forma uma barreira física que protege o corpo contra a invasão de microorganismos
e a entrada de substâncias estranhas do meio exterior (incluindo a água).

Também protege contra o excesso de radiação ultravioleta e reduz grandemente a perda de água pelo corpo. Em função da leve acidez da película líquida encontrada na superfície da pele, ela atua como uma camada anti-séptica.

Quando sujeita a traumas repetidos, a pele (particularmente a camadas córnea) torna-se espessa formando calosidades em certas ocasiões.

Regulação da temperatura do corpo

Quando a temperatura do corpo começa a aumentar, as arteríolas da derme se dilatam, trazendo maior volume de sangue para a superfície do corpo, e assim permitindo que a maior parte do calor interno seja perdido.

Ao mesmo tempo, a superfície do corpo torna-se úmida, por causa do aumento da atividade secretora das glândulas sudoríferas. A evaporação desse suor facilita ainda mais a perda de calor.

De modo similar, sob condições de frio o calor do corpo pode ser conservado pela constrição das arteríolas dérmicas. Essa condição reduz a quantidade de sangue que circula pela superfície do corpo, de tal forma que menos calor será perdido.

Excreção

Além do seu efeito refrigerante, a secreção do suor funciona, numa extensão limitada, como um meio de excreção. Pequenas quantidades de resíduos nitrogenados e de cloreto de sódio deixam o corpo através do suor.

Sensação

Por causa da presença de terminações nervosas e receptores especializados, a pele provê o corpo com muitas informações relativas ao meio externo.

Fatos tais como alteração de temperatura, um toque, pressão e um trauma doloroso estimulam os receptores tegumentares. Esses alertam o sistema nervoso central possibilitando uma ação apropriada como resposta.

Produção de vitamina D

Na presença de luz solar e de radiação ultravioleta, um dos esteróides (7- deidrocolesterol) encontrados na pele é alterado de tal maneira que forma a vitamina D3 (colecalciferol).

Depois de ser metabolicamente transformada, a vitamina D3 participa da absorção de cálcio e de fosfato de origem alimentar.

A vitamina D3 ainda é importante na manutenção do nível ótimo de cálcio e de fosfato do corpo, facilitando assim o crescimento normal dos ossos e seu reparo após uma fratura.